Descrição
Lar de Santa Teresinha
PALMELA
Palmela é uma vila portuguesa pertencente ao distrito de Setúbal e à Área Metropolitana de Lisboa, com cerca de 19 000 habitantes.[1] A sua altitude máxima é de 378 metros, medida no morro onde se localiza o Castelo. Encontra-se na sub-região de Área Metropolitana de Lisboa.
É sede do município de Palmela que tem 465,12 km² de área[2] e 68 856 habitantes (censo de 2021)[3] O município é limitado a norte pelos municípios de Benavente e Alcochete, a nordeste pela porção oriental (exclave) do município de Montijo, a leste por Vendas Novas, a sudeste por Alcácer do Sal, a sul por Setúbal, a oeste pelo Barreiro e a noroeste pela Moita e pela porção ocidental (área principal) do município do Montijo.
A vila mais populosa do concelho é Pinhal Novo, com uma população de 26991 habitantes em 2021.
História
A presença do Homem na região que hoje é ocupada pelo município de Palmela remonta ao Neolítico superior, onde a sua presença é bastante notada, sobretudo durante a cultura do campaniforme, e cujo testemunho nos foi deixado sob a forma do mundialmente conhecido Vaso de Palmela. Ocupada por celtas, romanos e árabes, todos encontraram neste território um lugar estratégico para se fixarem.
Em 1147 foi conquistado por D. Afonso Henriques, outorgando-lhe foral em 1185. Mas o período áureo de Palmela pode ser localizado nos primeiros anos da Nacionalidade, quando Palmela era a chave do território entre o Sado e o Tejo. Esta importância estratégica deve-se a aspectos conjunturais de natureza político-religiosas relacionadas com o processo de conquista e consolidação do Estado português, e do qual a Ordem de Santiago e Espada, (que recebeu Palmela como doação de D. Afonso Henriques por volta de 1172), não pode ser separado.
A Ordem de Santiago marca a sua presença na sociedade portuguesa por ser senhora de um vastíssimo território que ia do antigo município de Riba Tejo (que engloba os actuais municípios do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete) até Mértola, no Baixo Alentejo. O poder administrativo da Ordem passa a estar centrado em Palmela “já em tempos do Infante D. João, filho de D. João I”. A importância desta escolha não se prendeu apenas com a proximidade de Palmela face a Lisboa, onde a congregação detinha o convento de Santos, entre outros, mas também devido ao facto de Palmela ser a maior Comenda da Ordem e às características do seu castelo, de grandes dimensões, com capacidade de albergar o conjunto monumental da Ordem – o Convento e a Igreja. Afastados os perigos das invasões – árabe, inicialmente, e castelhana, numa época posterior – a Ordem de Santiago começa a perder a importância e o poder que detinha. Junto com ela, Palmela deixa também de possuir o papel de guardiã avançada, um papel desempenhado anteriormente pelas antigas sedes da Ordem – Mértola e Alcácer do Sal.
Após a extinção das Ordens Militares e Religiosas, Palmela já não possuía qualquer tipo de importância, nem estratégica, nem económica, nem política, a tal ponto que a Reforma Administrativa de Mouzinho da Silveira, em 1855, extingue o seu município integrando-o no de Setúbal, onde permanecerá até 1926. Aproveitando o movimento militar decorrente do 28 de Maio de 1926, as elites locais pressionam a Junta Militar a aceder à restauração do município de Palmela, facto que é consumado em Novembro desse mesmo ano.
Património ArqueológicoCastro de Chibanes (Calcolítico, Idade do Cobre e do Ferro e período proto-romano)
Alcaria do Alto da Queimada (Quinta do Anjo) (Romano e Medieval Islâmico)
Grutas do Casal do Pardo Covas da Moura (Quinta do Anjo) (Neolítico Final e Calcolítico Final)
Arquitectura MilitarCastelo de Palmela (remonta ao período romano apresentando sucessivos povoamentos)
Arquitectura ReligiosaIgreja de Santiago de Palmela (Castelo de Palmela) (século XV)
Igreja de Santa Maria (Castelo de Palmela) (século XII)
Igreja de São Pedro (Matriz de Palmela) (construída em data desconhecida, mas com referências escritas que remontam ao século XIV)
Igreja da Misericórdia de Palmela (século XVI)
Capela de S. João Baptista (século XVII)
Igreja de Nossa Senhora da Redenção (Quinta do Anjo) (século XVIII)
Capela de São Gonçalo (Quinta do Anjo) (Cabanas - Quinta do Anjo) (século XVI)
Capela da Escudeira (século XVIII)
Igreja de S. José (Pinhal Novo) (século XIX)
Igreja de Águas de Moura (Águas de Moura) (século XX)
Igreja do Poceirão (Poceirão) (século XX)
Arquitectura CivilPaços do Concelho (século XVI)
Pelourinho de Palmela (século XVII)
Chafariz D. Maria I (século XVIII)
Palácio de Rio Frio (século XX)
Torre de Sinalização e Manobra da Estação Ferroviária de Pinhal Novo (século XX - 1938)
Museus
Museu Municipal de Palmela
Museu do Ovelheiro: museu que presta homenagem aos pastores e ao queijo de Azeitão[8].
Museu da Música Mecânica
Comer & Beber
Queijo de Azeitão (DOP), produzido em grande parte na Quinta do Anjo
Sopa de favas
Sopa Caramela
Coelho à moda de Palmela
Cabrito assado no forno
Santiagos
Palmelenses
Pêras bêbedas em Vinho Moscatel
Pudim de Abóbora
Fogaças de Palmela
Suspiros de Palmela
Vinho Palmela DOC e Vinho Regional Península de Setúbal
Vinho licoroso Moscatel de Setúbal DOC
Maçã Riscadinha de Palmela (DOP)
Licor "Riscadinha" (produzido com Maçã Riscadinha de Palmela (DOP)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Palmela
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Outras informações
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Lotação máxima21
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Licença4/2002
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Ano de Fundação2002
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