Descrição
CASA DE SAÚDE DO BOM JESUS
BRAGA
Braga é uma cidade portuguesa, capital da sub-região do Cávado e do Distrito de Braga, pertencendo à Região do Norte. Tem uma área urbana de 61,38 km2, 144.362 habitantes em 2021 e uma densidade populacional de 2.352 habitantes por km2, sendo a quinta maior cidade do país.
É sede do município de Braga, tendo uma extensão de 183,40 km2, 193.349 habitantes[2] em 2021 e uma densidade populacional de 1.054 habitantes por km2, subdividido em 37 freguesias.[3] O município é limitado a norte pelo município de Amares, a leste pela Póvoa de Lanhoso, a sudeste por Guimarães, a sul por Vila Nova de Famalicão, a oeste pelo por Barcelos e a noroeste por Vila Verde.
Braga possui uma história bimilenar que se iniciou na Roma Antiga, quando foi fundada em 16 a.C. como Bracara Augusta em homenagem ao imperador romano Augusto (r. 27 a.C.–14 d.C.).
Braga possui um vasto património cultural, cujo ex-líbris é o Santuário do Bom Jesus do Monte, Património Mundial da UNESCO. Em 2012 foi distinguida como Capital Europeia da Juventude e em 2018 foi Cidade Europeia do Desporto. Desde 2017 pertence à rede de Cidades Criativas da UNESCO, na categoria Media Arts, e em 2021 foi eleita Melhor Destino Europeu do Ano, depois de ter ficado em 2º lugar em 2019.
Outras designações
Na gíria popular é conhecida como "A cidade da Juventude", que apesar de ser a cidade mais antiga de Portugal (mais de 2000 anos) é simultaneamente uma cidade preenchida por muitos jovens e um espírito jovem, chegando a ser distinguida como a cidade mais jovem da Europa. Em 2012, celebrou-se a "Braga 2012 - Capital Europeia da Juventude".
A "Roma Portuguesa": no século XVI o arcebispo D. Diogo de Sousa, influenciado pela sua visita à cidade de Roma, desenha uma nova cidade onde as praças e igrejas abundam tal como em Roma. A este título está também associado o facto de existirem inúmeras igrejas por km² em Braga. É, ainda, considerada como o maior centro de estudos religiosos em Portugal.
O "Paiz Bracarense":[4] assim chamada no séc. XVIII, devido a um particularismo legal remontando ás origens de Portugal sobre o domínio temporal da cidade de Braga. Na prática a cidade pertencia á Sé Primacial mas legalmente estava aberta a questão se a cidade estava ou não sujeita a correção régia até á 1º República.
A "Cidade Barroca": durante o século XVIII, com a investidura de D. José de Bragança, iniciou-se um processo de cosmopolitização para promover o estatuto da cidade.[4] Nesta renovação urbana destacou-se o arquiteto André Soares que transformou Braga no Ex-Libris do Barroco em Portugal.
A "Cidade dos Arcebispos", durante séculos o seu Arcebispo foi o mais importante na Península Ibérica; é ainda detentor do título de Primaz das Espanhas.
A "Cidade Romana" que no tempo dos romanos era a maior e mais importante cidade situada no território onde seria Portugal. Ausónio, ilustre letrado de Bordéus e prefeito da Aquitânia, incluiu Bracara Augusta entre as grandes cidades do Império Romano.[5]
A "Capital do Minho" ou o "Coração do Minho", por estar localizada no centro desta província. Braga reúne um pouco de todo o Minho e todo o Minho tem um pouco de Braga.
A "Cidade dos Três Sacro-Montes": são santuários situados a Sudeste da cidade numa cadeia montanhosa, e são pela ordem Este a Sul: O Bom Jesus, Sameiro e a Falperra (Sta. Maria Madalena e Sta. Marta das Cortiças).
A cidade está estreitamente ligada a todo o Minho: a Norte situa-se o tradicional Alto Minho, a Este o Parque Nacional da Peneda-Gerês, a Sul as terras senhoriais de Basto e o industrial Ave e a Oeste o litoral marítimo Minhoto.
Braga - A Cidade Encantadora, foi eleita pelo jornal 'The Guardian' a "cidade mais encantadora" de Portugal. A cultura e a gastronomia estão entre as qualidades destacadas pela publicação britânica.[6]
História
Ver artigo principal: História de Braga
Os vestígios da presença humana na região vêm de há milhares de anos, como comprovam vários achados. Um dos mais antigos é a Mamoa de Lamas, um monumento megalítico edificado no período Neolítico. No entanto, apenas se consegue provar a existência de aglomerados populacionais em Braga na Idade do Bronze. Caracterizam-se por fossas e cerâmicas encontradas em Alto da Cividade, local onde existiria uma povoação e por uma necrópole que terá existido na zona dos Granjinhos.[7]
Na Idade do Ferro, desenvolveram-se os chamados "castros". Estes eram próprios de povoações que ocupavam locais altos do relevo. Os celtas eram os seus habitantes e, nesta região em particular, habitavam os Brácaros (em latim: Bracari), que dariam nome à cidade, após a sua fundação e os romanos terem forçado as populações descerem ao vale.
Bracara Augusta
Ver artigo principal: Bracara Augusta
Fonte do Ídolo
No decurso do século II a.C., a região foi percorrida pelas legiões romanas. Após a conquista definitiva do noroeste peninsular pelo imperador Augusto, esse manda edificar a cidade de Braga em 16 a.C., com a designação de Bracara Augusta, em homenagem a aliança entre o imperador romano Augusto (r. 27 a.C.–14 d.C.) e o povo indígena os Bracari.[7] A cidade tornar-se-ia capital da província da Galécia e integraria os três conventos do Noroeste peninsular e parte do Convento de Clúnia, com uma população de aproximadamente 285 000 tributários livre nas 24 cividade no ano 25.[8]
Desta época data também a criação do bispado de Bracara Augusta, segundo a lenda, São Pedro de Rates foi o primeiro bispo bracarense entre os anos 45 e 60, ordenado pelo apóstolo Santiago Maior que teria vindo da Terra Santa e foi martirizado quando convertia povos aderentes à religião romana no noroeste da Península Ibérica. Mas, só no ano 385 é que o papa Sirício faz referência à metropolitana de Bracara Augusta.
Da Antiguidade Tardia à Islamização
Ver artigo principal: Reino Suevo
A cidade foi descrita como próspera pelo poeta Ausónio, no século IV.[9] Entre 402 e 470 ocorreram as Invasões Germânicas da Península Ibérica, e a área foi conquistada pelos Suevos, povo germânico da Europa Central. De acordo com os registros, a cidade foi protegida por uma muralha, em uso desde o século III, e o antigo anfiteatro romano foi reaproveitado para a construção de uma fortaleza.[9] Em 410, os suevos estabeleceram um reino que englobava a extinta região da Galécia (hoje Galiza, norte de Portugal, parte das Astúrias e das províncias de Leão e Zamora, e se prolongava até ao rio Tejo e fizeram de Bracara capital. Este reino foi fundado por Hermerico e durou mais de 150 anos. No entanto, a partida dos Vândalos e a chegada dos Visigodos trouxeram uma nova instabilidade à região. Entre 419 e 422, Braga foi ameaçada pelos vândalos e começou a preparar-se para um cerco, fechando as suas portas e recusando-se a abri-las; isso levou à destruição dos campos circundantes.[9] No entanto, entre 429 e 455, os suevos recuperaram a sua força militar, reforçando o seu domínio na Galécia e na Lusitânia. Em 455, enquanto o rei visigodo Teodorico II saqueava Braga, destruindo por completo muitos registos históricos e arqueológicos,[9] o rei suevo Requiário I escapava da cidade, ferido, para o Porto.[10] Ainda temos registos de uma lista de dioceses e paróquias de Braga, feita em 570, no entanto.[9] Por volta de 584, os visigodos assumiram o controlo permanente da Galécia dos suevos, e Braga tornou-se somente uma capital de província, sendo dominada pelo Reino Visigótico durante 130 anos.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Braga
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