Descrição
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Oeiras é uma vila portuguesa, sede do município de Oeiras situado no distrito e área metropolitana de Lisboa, sendo um dos municípios de primeira coroa da capital. O concelho de Oeiras, com apenas 45,88 km²,[2] situa-se
no tramo final do Estuário do Tejo (a área do Gargalo do Tejo), na sua margem direita, em redor de uma pequena baía da Costa de Lisboa que perfaz uma frente ribeirinha de 9 km de extensão.[3] Administrativamente, encontra-
se rodeada pelos municípios de Sintra e Amadora (a norte); de Lisboa (a leste); de Cascais (a oeste); e pela Barra do Tejo e pelo município de Almada (a sul). Desde 2013, está dividido em cinco freguesias que totalizam 171 802
habitantes (censo de 2021)[4], tornando este no 5.º município mais densamente povoado de Portugal.[5][6]
Geograficamente, o seu território apresenta alguma rugosidade,[7] destacando-se na sua paisagem os vales das ribeiras e zonas mais elevadas, como são a serra de Carnaxide.[3] Insere-se na Costa do Estoril, beneficiando de
um clima temperado marítimo adequado a atividades ao ar livre e utilização dos seus atrativos jardins, parques e praias. Globalmente é considerado um município que goza de uma grande qualidade de vida. As suas condições
naturais, com solos muito férteis e a proximidade do Estuário do Tejo, fizeram com que desde cedo fosse alvo da ocupação humana, tendo um perfil marcadamente rural até meados do século XX. Mais recentemente, a sua
posição privilegiada em relação à capital levou a um crescente desenvolvimento e urbanização, especialmente pela deslocalização de empresas para o concelho.[3]
Deste modo, Oeiras constitui-se como um polo económico autónomo: é um dos municípios mais desenvolvidos e ricos da Península Ibérica e mesmo da Europa.[8] Com o maior rendimento per capita em Portugal, sendo
também 2º concelho com maior poder de compra e o 2º maior município a arrecadar impostos em Portugal. O nível económico está diretamente ligado com os estudos e essa relação mostra que Oeiras é também o concelho
em Portugal com maior concentração de população com estudos superiores e a área de Portugal com a mais baixa taxa de população sem estudos.[9] No seu território encontram-se instaladas muitas multinacionais,[10] e
cerca de 30% da capacidade científica do país,[11] sendo um dos principais polos de I&D da Europa. Posiciona-se como um destino de excelência para investimentos que criem valor acrescentado para a região. Por essas razões,
Oeiras é apelidada como o Silicon Valley da Europa, principalmente devido ao grande dinamismo do seu tecido empresarial.
História
Era dos Povoados
Desde a Pré-história, o clima ameno, a abundância de água, a qualidade dos solos e a privilegiada posição geográfica que oferece a zona ribeirinha do estuário do Tejo, permitiu a subsistência de povoados agro-pastoris
por mais de 4000 anos. Uma população paleolítica que aqui procurava por alimento começou a utilizar a Gruta da Laje.[12] Mais tarde, Os altos ou "cabeços" propiciaram a exploração agrícola, e esta população instalou-se
na gruta permanentemente. Neste início do Neolítico, fundou-se um segundo povoado nas Grutas do Carrascal (Leceia).
Calcolítico
Por volta de 2800 a.C. a Idade da Pedra foi substituída pela Idade dos Metais. É descoberta a exploração
metalúrgica do Cobre, o que vêm provocar a revolução dos produtos secundários nos povoados, dando início ao Calcolítico. Ergue-se a 500 metros das Grutas do Carrascal o próspero Castro de Leceia. São construídas
habitações fortificadas e uma muralha.[12] Este novo paradigma económico traz rivalidades entre grupos. O Castro de Leceia chega a ter de 200 a 300 habitantes. Contudo, é num período posterior de decréscimo
populacional que floresce a economia deste povo castrejo. Começam a ser feitas trocas comerciais com os Fenícios. Começa a eclodir a Cultura Campaniforme originária do Povoado do Zambujal (Torres Vedras). O Calcolítico viria a ser o período mais próspero da Idade dos Metais pré-romana na região.
Idade do Bronze e do Ferro
Ao fim de aproximadamente 1000 anos de habitação ininterrupta, o Castro de Leceia é abandonado com o início da Idade do Bronze (aparecimento das lâminas, espadas e de hierarquização profunda). O início da Idade do
Bronze contrasta pela pobreza relativamente ao Calcolítico. As frágeis habitações são difíceis de identificar nos dias de hoje. As Cerâmicas Campaniformes decoradas desaparecem e são substituídas por formas lisas. Assim
como também desaparecem outros produtos do período anterior. A Gruta da Laje entretanto já não era habitada, mas tinha entretanto servido de sepulcro e continuaria a ter essa utilização funerária. Contudo, já no Final do
Idade do Bronze, surge o Povoado do Alto das Cabeças (Leião) cuja produção cerealífera é a principal atividade económica, produzindo mais do que as necessidades de consumo. Este povoado integra-se numa superestrutura socioeconómica organizada à escala regional, sendo administrado pelo Povoado da Tapada da Ajuda.
No final da Idade do Bronze ergue-se o Povoado da Outurela que se estendeu pela Idade do Ferro, viviam em pequenas habitações retangulares de pedra seca. Construíram uma Jazida na encosta para os seus cultos funerários, a Jazida da Outurela
https://pt.wikipedia.org/wiki/Oeiras_(Portugal)
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Lotação máxima16
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